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  • Malu Leitão

Mesmo longe, humanizar é preciso, mas como?


Essa semana falava sobre inteligência emocional com um líder de TI e por força dos jargões técnicos, toda vez que ele ia falar inteligência emocional saía “inteligência artificial”. Ele constrangido balançava a cabeça e pedia desculpas. Na terceira ou quarta vez não nos seguramos e tivemos que rir da situação. Ponderei que, para mim era menos assustador que robôs agissem como humanos emocionais do que os humanos que passam a agir de forma robotizada.

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E esse é um tema que sempre nos pega!

Desde que percebemos que humanização é mais que um valor para nós, é uma potência, é um propósito que buscamos em cada contato, em cada atendimento, em cada projeto, tenho me observado frequentemente pensando nisso.

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O que é de fato, ser uma empresa humanizada?

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Segundo a humanzadas.com: “são empresas movidas por paixão e por um propósito evolutivo, e não por dinheiro. Elas geram impacto, valor compartilhado e prosperidade para todas as partes interessadas do negócio”. E também, “elas agem de maneira poderosamente positiva para que as partes interessadas as reconheçam, valorizem, confiem, admirem e até tenham uma relação de amor”.

É isso. Humanizar, para nós é devolver o poder de Ser Humano, de não agir mecanicamente, de ver o sentido da coisa. Começou como uma forma engraçadinha de falar e hoje virou um jargão interno da Gestora, perguntamos uns aos outros, aos clientes e a quem mais convier: “e aí? Fez tum tum?”.

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Se nos vemos acostumamos a agir no piloto automático, a colocar os números na frente dos sentimentos e a não pensar criticamente sobre o sentido das nossas ações. Então esse resgate é urgente! E para nós ele é uma busca interna e externa.

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No início da pandemia tivemos a oportunidade de validar nossos vínculos de confiança com nossos clientes e tivemos a felicidade de por adaptar ou reestruturar a maioria dos projetos para o ambiente remoto. Essa readaptação nos trouxe a preocupação em sermos assertivos também na humanização. Como manter os vínculos, como ler o “não dito”, como acolher as angústias, como lidar com o inevitável “luto” de um projeto que era para ser... mas não vai dar... Como fazer esses momentos serem tão especiais quanto os presenciais? Essas dúvidas eram do cliente, do parceiro e também nossas. Encontramos a resposta em uma palavra: Vulnerabilidade.

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“Também não sabemos, também sentimos, também estamos em busca de..., também esperamos que...”. Abrir espaço para esse diálogo nos aproximou do cliente e mesmo que por mais contra intuitivo que possa parecer, a vulnerabilidade nos fortaleceu. E vem nos fortalecendo sempre. Criamos nossos próprios métodos, buscamos conhecimento fora, pesquisamos, estudamos, testamos, erramos, validamos, aprendemos e estamos aprendendo muito!

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Na última semana fiz aqui uma série de três vídeos no meu feed do Instagram (@maluleitao) com dicas para ajudar a criar um ambiente mais humano, mesmo que no distanciamento das vídeo chamadas. E lá no @gestoradhe fizemos uma série de posts com mais algumas informações sobre esse assunto. Se você não acompanhou volta lá, vale a pena assistir e refletir. Mas pra facilitar a vida, aqui vai o resumão:

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1. Abra a câmera e <3 – Reuniões com câmera fechada causam uma sensação de “falar sozinho”, abrir a câmera aproxima. Porém, fique atento, nem todo mundo tá pronto para abrir a câmera, assim como nem todo mundo tá pronto para abrir o coração. Façam acordos, discutam sobre isso, debatam as condutas esperadas e desejadas e definam o contrato psicológico. Isso pode ser feito brevemente, nos primeiros 5/10 min de reunião e garante bem-estar para todos.

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2. Quando não estiver falando desligue o microfone e ligue o aqui-agora – Observe como é difícil se manter no momento presente em uma chamada de vídeo. Cuidado com os buracos de Alice (responder whats, e-mail). Faça o esforço de se manter com a atenção plena e proponha isso no contrato do grupo. No distanciamento, a atenção genuína é o novo abraço!

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3. Ao chegar em casa tire a máscara e as máscaras – Entre colegas de trabalho, líder e liderados, sócios e parceiros de trabalho, o tempo dedicado á escuta ativa é uma verdadeira prova de amor! É um elemento essencial para a manutenção da confiança. Promover espaços de fala para tópicos livres, não apenas aqueles de “pauta”, são uma excelente estratégia que humaniza e gera resultados. Tá todo mundo carente de falar e escutar, sem os momentos de “corredor”, acabamos falando só o que é “importante para o trabalho”, mas isso é pouco! Abra espaço para o relacional com a sua equipe.

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Esse assunto vai longe, mas deixa a gente conhecer o que você pensa sobre isso. Humanizar vale á pena? Como tem sido aí na tua realidade?

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