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  • francielledc

A felicidade no trabalho ou o trabalho na felicidade?



Ser feliz? Talvez é o que desejamos, percorremos incansavelmente, mas pouco entendemos sobre o que realmente isso significa.


Ser feliz tem mais relação em reconhecer que os momentos ruins vem no pacote das coisas boas, e esta última só consegue ser percebida e cultuada porque também conhecemos o outro lado. Esse processo todo é um aprendizado, que fomos acumulando ao longo da nossa experiência, porque afinal: O que são coisas boas e quais são as ruins?


O que é uma conquista profissional? É você ocupar um cargo que seja almejado, tenha uma boa remuneração? Ou é se sentir bem fazendo o que se faz, independente do que o meio vai achar ou dos inúmeros julgamentos que vou receber.



Quem sabe felicidade seja tão particular quanto a nossa impressão digital, e por isso, é preciso perceber o que faz sentido pra si. Mais fácil é saber o que preciso fazer, do que alguém que me diga que caminho é esse, há trajetos que somente cada um precisa programar e viver. Nós passamos a maior parte da nossa vida trabalhando ou pensando nele, somos instigados desde de criança a projetar esse lugar, "O que você vai ser quando crescer?", depositamos no trabalho muitas vezes a responsabilidade pelo nosso bem estar. E sim, um ambiente que tenha uma cultura acolhedora e seja um local seguro contribui consideravelmente para o nosso estado de felicidade. Mas quantas pessoas passam anos e anos trabalhando com algo que não gostam? E nem se deram conta que não gostam, pois entraram na looping infinito de fazer, fazer e fazer, sem pausar, refletir e sentir.


Nós vivemos alguns padrões e o de que os mais "animados são os mais felizes", é um deles, isso acaba gerando uma cobrança que tem mais relação com autopunição do que de fato com se sentir bem.


Experimentar emoções positivas e negativas, ao contrário do que pensamos, poderia nos gerar um desgaste e desequilíbrio, mas é através dessas vivências que temos a possibilidade de ressignificar, recomeçar e a partir disso podemos experimentar a sensação de: "Eu consegui".



De acordo com o livro: Felicidade - Coleção Inteligência Emocional da Harvard Bussiness Review Press, estar evoluindo, é uma das principais questões que nos geram a sensação de bem estar.


Falar sobre felicidade no ambiente organizacional é algo recente e ainda desafiador. "Se eu tenho um trabalho, como posso não estar feliz"? Esta cobrança que sentimos descer rasgando nossa garganta todos os dias, de que podemos, devemos e somos responsáveis pela nossa felicidade.


Estar infeliz é quase um estado impensável de se chegar, é sinônimo de fracasso, enquanto sabemos que ele é necessário, importante e fortalecedor. Por muito tempo se acreditou, que expor sentimentos e vulnerabilidades, tornava as pessoas frágeis e isso era visto como algo ruim - "Ele é desestabilizado emocionalmente". Porém, já se percebe a abertura das organizações em perceber e lidar com os sentimentos dos colaboradores, que nem sempre são positivos. Está cada vez mais evidente, que os sentimentos influenciam diretamente as ações.



Um colaborador não irá trabalhar de maneira engajada se estiver triste, independente do motivo. E alguns gestores ainda pensam - "Mas a empresa vai ter que ficar passando a mão na cabeça de todo mundo", reforçando talvez, um grande paradigma em torno da própria escuta, esquecendo-se que escutar é acolhimento, muito mais do que concordância. Dar espaço para que o outro possa se manifestar de forma genuína, é construir um espaço organizacional de confiança, é dizer "aqui vocês podem assumir o quanto são falhos", e quem não é?! Este talvez, seja o estímulo que muitos profissionais precisam para se sentirem felizes fazendo o que fazem.

A felicidade não é um fim, é um meio. Não é quando atingimos ou conseguimos algo que seremos felizes, mas sim como eu aproveito os aprendizados e os ganhos dessa jornada. Já disse o grande Allbert Einstein: "Felicidade não é a ausência de sofrimento, mas é a capacidade de se recuperar dele".



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